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Lula anuncia que governo não cobrará impostos sobre diesel e que taxará exportação de petróleo

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) um pacote de medidas para tentar conter os impactos da alta internacional do petróleo no Brasil, especialmente no preço do óleo diesel. A decisão ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que tem pressionado os mercados globais de energia e levantado preocupações sobre possível desabastecimento do combustível no país.

Durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que o governo deixará de cobrar impostos sobre o diesel como forma de reduzir o custo do combustível e evitar aumentos mais fortes para consumidores e setores que dependem do transporte rodoviário.

Além da isenção de tributos sobre o diesel, o governo também anunciou outras medidas econômicas. Entre elas está o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, uma estratégia que busca ampliar a arrecadação e equilibrar o impacto da renúncia fiscal. Outra ação prevista é a concessão de subvenções — incentivos financeiros — para produtores e importadores de diesel, com o objetivo de garantir o abastecimento no mercado interno.

O pacote inclui ainda o reforço na fiscalização para assegurar que a redução de custos chegue efetivamente ao consumidor final, evitando repasses indevidos ou aumentos abusivos ao longo da cadeia de distribuição.

Segundo Lula, o cenário internacional tem sido determinante para a pressão nos preços dos combustíveis. “Essa coletiva é uma reparação para o que acontece no Brasil e no mundo, muito causado pela irresponsabilidade das guerras no mundo. O preço do petróleo está fugindo ao controle, isso significa aumento de combustível, e nos EUA já subiu 20%”, afirmou o presidente aos jornalistas.

As medidas passam a valer como tentativa de mitigar os efeitos da instabilidade global sobre a economia brasileira, sobretudo em setores como transporte, logística e produção agrícola, que dependem fortemente do diesel. O governo também indicou que continuará monitorando o mercado internacional de energia para avaliar a necessidade de novas ações.

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